Pensamentos, gostos e desgostos sobre a cidade onde nasci e escolhi morar. E outras coisas que por vezes me passam pela ideia...
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Petição pelo Noeme
Crónica Diária - Rádio Altitude
Neste fim de ano, tudo parece feito para nos deprimir. A tradicional quadra natalícia, com ruas iluminadas e música no ar, ficou por concretizar. Na nossa praça velha, chegou a estar um arremedo de árvore de Natal que, de tão raquítica, só servia para agravar a nossa depressão! E logo na praça velha, a sala de visitas da cidade, onde ainda há bem pouco tempo houve condições para receber não 1, mas 2 carreiras. Isso é que eram bons tempos. Em 2 ou 3 meses tudo mudou! Ou pelo menos, assim nos querem fazer crer.
Mas é em condições difíceis que se vê o valor dos homens. E por isso, neste Natal, o nosso pensamento deve ir para além do consumismo que quase domina em exclusivo esta quadra. Devemos ter presentes as dificuldades que vivem tantas famílias e sermos especialmente solidários. No fundo, pouparmos um pouco com quem não precisa e darmos um pouco mais a quem realmente necessita da nossa ajuda. Porque é certamente possível poupar nalgumas inutilidades que o afã de dar nos faz comprar. E essa poupança pode fazer a diferença para alguém.
Também de quem nos governa, é legítimo esperarmos a presença de espírito e discernimento que nos momentos de aflição fazem a diferença entre assumir dificuldades e gerar pânico. Entre gerir em momentos de crise e o desnorte que vemos em algumas economias que ainda há bem pouco tempo eram faróis de boa governação. Sabemos agora que, afinal, eram gigantes com pés de barro. E os nossos, precisamo-los fortes e bem assentes na terra.
No caso específico da Guarda, há muito trabalho pela frente. Trabalho que se exige que seja realizado por forma a podermos continuar a aspirar a sermos uma cidade que dá aos seus cidadãos qualidade de vida. É necessário que o combate político se faça no respeito por princípios de igualdade social e solidariedade, e não a coberto de interesses privados, muitas vezes com olhos postos em lucro fácil, pelo menos na aparência. Quando nos dizem que a cidade tem vários serviços a dar prejuízo, é preciso perceber que é prejuízo financeiro; mas que há lucros sociais, culturais e de bem-estar dos cidadãos que, embora difíceis de quantificar, se traduzem em aspectos positivos para a nossa vivência na cidade. Porque no dia em que só podermos ter os serviços que dão lucro, esse será o dia em que a Guarda e outras cidades pequenas do interior morrerão. Não perceber isto é ter uma espada permanentemente sobre as nossas cabeças. Da mesma forma que é necessário que os actores políticos se preocupem em dar sinais à sociedade que restableçam alguma confiança nas instituições. De outra forma, a crescente descrença das pessoas minará a autoridade e utilidade dessas instituições. E esse será outro dos caminhos para o fim.
Nesta que é a minha última crónica do ano, não poderia deixar de desejar a todos os ouvintes e à equipa da Rádio Altitude uma Boas Festas. Que no meio de tanto pessimismo, se dê o valor devido à família, aos amigos, e aos bons momentos que passamos com eles, tudo coisas que por estes dias andam desvalorizadas no meio de tanta preocupação com assuntos que, vimos depois a perceber, têm bem menos importância que a que em determinados momentos lhe damos.
Desejo que o novo ano que brevemente se iniciará seja o início de um novo ciclo em que as nossas prioridades passem, sem abdicar do bem-estar pessoal, de aspectos materiais para outros mais intangíveis, porém mais gratificantes.
Bom Natal a todos, e até para o Ano se Deus quiser."
domingo, 19 de dezembro de 2010
Repúdio
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Nobel da Paz
Crónica Diária - Rádio Altitude
Acredito que nem toda a gente a tenha admirado desta forma, mas se há coisa sobre a qual já não tenho ilusões é a capacidade de a nossa sociedade gerar consensos; mais ainda quando se trata de bens públicos.
Que a neve também traz transtornos; atrasos; nervos que vêm da nossa recorrente incapacidade em lidar com um fenómeno ele próprio recorrente na nossa cidade. Mas ainda assim, há quem, como eu, insista em dar ao lado mais belo e positivo do fenómeno a relevância que ele merece e que aqui me permito sublinhar.
Do lado negativo, temos de reflectir sobre ele para podermos mitigar os seus efeitos. Em dias como os da semana passada, tudo o que faz parte da rotina nos falha: os transportes, as escolas dos nossos filhos, a nossa mobilidade dentro da cidade, para citar os mais óbvios. Se do lado das entidades competentes em matéria de protecção civil, todo o esforço físico dispendido por muitos homens e mulheres o é por vezes em vão, essencialmente por falta de um planeamento que permita mais rapidez na detecção e actuação de casos previsíveis, o mesmo se pode dizer de cada um de nós, cidadãos. A maior parte das pessoas que conheço, eu próprio incluído, sente-se por vezes perdido nas decisões que tem de tomar em dias como os que vivemos na semana passada.
Mas da minha experiência, posso assegurar que um mínimo de planeamento faz toda a diferença; se terça-feira o início do dia foi complicado pela falta de planeamento a que me referi, tendo passado os 2 dias seguintes a pensar qual a melhor solução para dar resposta aos cenários que se adivinhavam para quinta e sexta feira, estes correram muito melhor por culpa do planeamento antecipado. Ou seja, como eram previsíveis vários cenários, foi fácil no início de cada dia decidir em função das condições que encontrámos. E assim desapareceu boa parte das dificuldades que costumo ter em dias de nevão e, mais importante, as angústias que com elas vêm! Transformando esses 2 dias em dias quase-normais; permitindo-nos melhor aproveitar a beleza que nos rodeou! E tudo porque em casa eu e a minha mulher dedicámos pouco mais de meia hora a traçar cenários previsíveis e respectivas formas de actuação! Estou pois convencido que este é o caminho para enfrentarmos com crescente normalidade os nevões com que a natureza nos vai presenteando. E, já agora, o caminho para cada vez mais os podermos apreciar na sua beleza e tirarmos deles o máximo partido.
A neve não é uma novidade para a Guarda; há que saber enfrentá-la tranquilamente, naturalmente. Das entidades oficiais, espero uma actuação cada vez mais atempada, profissional e fiável, na medida em que me permita antecipar quais os recursos de que vou dispor em dias de neve. Os transportes públicos são um deles; a interdição da circulação a veículos pesados sem equipamento adequado para circular com neve é outra. Mas neste campo, a fazer fé nas últimas notícias conhecidas, as coisas vão melhorar.
A seguir, é connosco. É a nossa atitude que tem de ser diferente e essa passa por cada um de nós individualmente.
Porque no dia em que, estando sob nevão, a Guarda seja notícia porque as pessoas tiram partido da neve, da sua beleza, com um mínimo de perturbação das suas vidas, passaremos a dispor de um Activo importantíssimo: uma capacidade de atracção cujos frutos a Guarda merece. Um activo que em vez de ser um mero “Cidade Neve” oco e sem qualquer aderência à realidade possa ser um “Cidade com Neve” que projecte a imagem de bela Cidade de Montanha que sempre fomos."
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Empreender - JÁ!

Crónica Diária - Rádio Altitude
Na ressaca de mais uma grande realização nacional, dessas que é suposto encherem-nos de orgulho por levarem o nome de Portugal mais longe e demonstrarem aquilo de que somos capazes, cabe aqui deixar algumas reflexões sobre o mundo em que vivemos, e que ajudamos a construir.
Não perdendo de vista que estiveram em Lisboa, durante os 2 dias em que decorreu a recente Cimeira da Nato, os líderes de alguns dos maiores países (leia-se economicamente mais influentes) do mundo ocidental, não posso deixar de lamentar as restrições às liberdades individuais impostas pelos dispositivos de segurança criados para o evento. Que originaram, por exemplo, o fecho das fronteiras – algo que considerávamos parte de um passado já distante, pois que os cerca de 18 anos que decorreram desde que Portugal assinou a Convenção de Schengen nos permitiram habituar-nos a viver sem fronteiras físicas. Assim, voltámos a ter, por estes dias, notícias dos controlos de entrada no país e, nalguns casos, da recusa de autorização dessa entrada. Em casos de indocumentados ou pessoas que estão no espaço comum de Schengen ilegalmente; mas também, e era aqui que queria chegar, de pessoas que vinham a Portugal para se manifestar contra a cimeira, contra a própria NATO, aquilo que ela representa e os seus líderes. Não foi dito que eram perigosos; que colocavam problemas à segurança interna; ou sequer que lhes eram conhecidas ligações a grupos com historial de violência ou similares. Foi apenas dito, justificada a recusa em deixá-los entrar, que traziam umas t-shirts e umas tarjas e que portanto vinham manifestar-se. Cabe-nos pois reflectir sobre a capacidade que hoje os líderes têm em lidar com a crítica daqueles a quem as suas decisões tantas vezes alteram o rumo da vida. Daqueles que devem ser beneficiários de políticas que muitas vezes mais não fazem do que limitar-lhes a sua liberdade individual. A sua liberdade de expressar discordância com o modelo de pensamento que lhes é imposto.
Daqui resulta que o tal evento que é supostos dar-nos notoriedade aos olhos do mundo, promovendo a nossa capacidade de realização, é ele próprio realizado à custa da supressão de valores tão elementares como a liberdade de expressão, de manifestação da nossa discordância. Não de forma clara, mas a coberto de “razões de segurança interna” e outras expressões similares, cujo único objectivo é dar uma cobertura respeitável a um acto unanimemente considerado reprovável. E justificar despesas que dificilmente terão uma explicação racional, como a recente aquisição dos famosos blindados para a PSP cuja anunciada indispensabilidade ficou bem provada com a chegada da encomenda depois de terminada a cimeira.
Gente que não lida bem com a crítica, com a contestação às suas decisões, não se sente obviamente obrigada a responder por elas, ainda que essas decisões influam tantas vezes de forma decisiva nas vidas de milhares, ou milhões, de pessoas.
A segurança não pode pois dar desculpa a tudo. Portugal é, sob muitos pontos de vista, um país moderno, com capacidade de realização que nada fica a dever a outros tantos países do mundo desenvolvido. Fazemos bem em evidenciar essa capacidade como forma de nos promovermos no mundo. Promover-nos é multiplicarmos as nossas hipóteses de ver os frutos do nosso trabalho, num mercado sem fronteiras como o que vem sendo construído. Mas devemos ser mais exigentes com a imagem de respeito das liberdades individuais que projectamos. E desta vez, parece-me que a imagem poderia ter sido melhor.
Tudo aquilo que mencionei, sobre a capacidade daqueles que têm o poder lidarem com a crítica, foi numa óptica nacional. Mas pode perfeitamente aplicar-se à escala regional. Pois também por cá existem aqueles que gostam de aparecer, quando há festa na aldeia, mas na hora de serem confrontados com a crítica, exercem o seu poderzinho por forma a intimidar, a calar aquele que ousa confrontá-los com os esqueletos no armário. É preciso portanto não deixar que esta forma de actuação vingue, permitir àqueles que querem opinar o direito de o fazerem, independentemente da razão que lhes possa assistir. Como alguém dizia na semana passada aqui aos microfones da rádio, “ninguém deve trabalhar na cozinha, se não tiver resistência ao calor…”
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Transportes Públicos - actualização
Foram reformuladas as linhas, que passam a ser 6; antes não sei quantas eram, nem sei se alguém sabia... Foram apresentados também os respectivos horários, que estão disponíveis aqui.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Transportes Públicos - Breaking News

Nota: imagem retirada do blog "Sol da Guarda".
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Crónica Diária - Rádio Altitude
"Iniciou-se, na passada segunda-feira, a 6ª Temporada de Programação da Rádio Altitude. A sua simpática equipa distinguiu-me de novo com um convite para aqui deixar, periodicamente, a minha opinião.
As minhas primeiras palavras vão pois para esta equipa, que ao longo dos últimos anos tem sabido manter viva e dinâmica uma rádio que, pelas suas características, tem na sobrevivência um desafio redobrado; um projecto editorial aberto, com uma capacidade de se regenerar e chegar aos ouvintes que nos faz confiar na capacidade que a Guarda tem em ombrear com os melhores. Uma rádio que conta com 63 anos de existência mas mantém a frescura da juventude.
Iniciei a minha colaboração em 2008 e durante este tempo foram vários os temas sobre os quais aqui deixei opinião; o objectivo foi sempre dar o meu contributo para que a Guarda possa oferecer mais a quem cá mora, a quem a visita, a quem com ela tem laços.
Houve durante este período realizações importantes; a cidade evoluiu, embora nem sempre no melhor sentido. Há no entanto problemas que se arrastam há anos, que são conhecidos por todos, de que periodicamente se vai falando, mas sem solução definitiva à vista. O primeiro que aqui gostaria de lembrar – e que foi precisamente o tema da minha primeira crónica aos microfones da rádio – é o do Parque Industrial. Quando há pouco mais de um ano um jornal inglês se referiu a um conjunto de países, entre os quais Portugal, com o acrónimo de PIGS – as iniciais de cada um desses 4 países, Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, o país indignou-se. Como eu me indigno com a crescente degradação do parque industrial da Guarda – ou PIG, se quisermos usar também aqui um acrónimo. As condições das vias, os passeios, o ar de abandono, tudo contribui para esta minha indignação. Dá a ideia que, entrados ali, chegamos a terra de ninguém, tal a imagem com que nos deparamos. E no entanto, ali se localizam cerca de 3 dezenas de empresas, que representam muitos postos de trabalho e uma importante contribuição para a economia local. É pois para mim incompreensível o abandono a que se encontra votada de há largos anos e a falta de soluções para um problema urbanístico que não me parece de todo complicado de ser resolvido, ainda que faseadamente.
Outro dos problemas, com solução tantas vezes prometida, é o de uma incubadora de empresas. Anunciada em parcerias, candidatada a fundos comunitários, com espaço destinado, nunca passou das palavras. Se cada empresa que vê facilitado o seu nascimento é uma aposta no nosso futuro, no caso da Guarda podemos falar apenas da sua ausência…
Estou absolutamente convencido que a falta deste equipamento tem afectado muito negativamente a criação de empresas na Guarda, tem afastado empreendedores. E apesar disso, acho que não se tem dado ao assunto a importância que ele merece.
Apesar destes constrangimentos, há contudo quem teimosamente continue a investir na criação de empresas, na sua modernização, no seu crescimento. Há quem continue, a partir da Guarda, a aumentar a sua influência no mercado, através de exemplos inspiradores que me fazem acreditar que a nossa cidade tem futuro. Um futuro que está nas nossas mãos, nas mãos de todos os cidadãos, que não podem ficar à espera que outros resolvam os seus problemas, que sejam sempre outros a caminhar por eles. A recente traição que foi feita à Guarda, com a anunciada introdução de portagens em vias que não foram construídas de raiz, mas antes resultam do melhoramento de vias estruturantes e absolutamente fundamentais para a nossa mobilidade, deixando-nos sem alternativas para as nossas deslocações inter-regionais, é disso prova cabal.
O meu desejo para a Guarda é que cada vez mais sejam os cidadãos, numa base alargada, a influenciar as decisões que têm peso no desenvolvimento do Distrito. Inverter a lógica da concentração de poderes em 2 ou 3 grupos de interesses que tem dominado os nossos destinos. O meu desejo para a Guarda, é que os responsáveis directos pelos seus destinos aspirem a criar uma cidade que seja Mãe para os seus habitantes. E já agora, que possa contar com o Altitude pelo menos durante os seus próximos 63 anos…"
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Pensamento do dia

sábado, 16 de outubro de 2010
Só mais uma coisinha
Se na minha loja me recusar a aceitar dinheiro e só aceitar cartões, sou multado. Mas há sempre aqueles que podem fazer tudo o que lhes vem à ideia, tudo o que ao povo não é permitido. Em nome de "interesse nacional". Pergunto eu: interesse de quem? O meu não é de certeza!!!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Hoje começaram...

PS: pode ficar a ideia que apelo a que se se castiguem uns em favor dos outros. Tal não é o caso: sabe-se que os 2 partidos do chamado "arco do poder" têm a mesma posição sobre esta matéria, pelo que a solução não seria diferente no caso de ser um ou outro a governar. A forma de mostrar o nosso descontentamente - se é que existe - terá de ter isto em conta. Pelo menos para aqueles que vão para Lisboa com subsidios de deslocação pagos por todos não se esquecerem de quem lhes deu a oportunidade de fazer a diferença.
domingo, 26 de setembro de 2010
Simplex nos Correios
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Alguém anda a meter água...
Confesso que o formato tablóide do jornal e a forma como referiram os tais "veículos de alta cilindrada" me fez desconfiar um pouco do conteúdo hipotética notícia; muitas vezes se fazem títulos que depois pouco têm a ver com a realidade.
De qualquer forma, do pouco que ouvi, achei um bocado desajustado trocar viaturas caras num momento como o que vivemos; achei que administradores de empresas públicas não deveriam ter o despudor de gastar assim o dinheiro dos contribuintes - que é injectado aos milhões naquela e noutras empresas altamente deficitárias. Já os 400 carros referidos como pertença da empresa, apesar de significativo, dei o benefício da dúvida: atendendo ao nº de participadas e extensão do território, se calhar não são assim tantos...
Mas à hora de almoço ouvi mais notícias sobre este assunto e fui procurar mais dados. E o que descobri deixou-me indignado:
- a empresa (holding) Águas de Portugal trocou neste ano, efectivamente, 34 viaturas afectas a administradores;
- o parque de 400 carros não inclui os carros de serviço (!!!); neste número estão apenas incluídos os carros atribuídos para serviço e uso pessoal de administradores, directores e alguns quadros técnicos;
- a empresa tem sido referida nos últimos anos pelo Tribunal de Contas como descapitalizada e altamente deficitária;
- uma das políticas para redução de despesas adoptada recentemente pela administração da empresa foi o congelamento dos salários.
Ora, estes dados todos juntos fazem todo o sentido e deixaram-me completamente indignado.
Como é que alguém pode ter o despudor de congelar salários - a medida mais estúpida e brutal que pode ser tomada em matéria de política salarial - e gastar mais de 700.000 Euros anuais em viaturas para a administração? As pessoas, que são quem produz, quem diariamente contribui para os resultados, ficam em prioridade atrás dos carros dos administradores? Quem é esta gente que governa as nossas empresas públicas...?
Depois, que gente é esta que não ganha o suficiente para comprar um carro?
Que empresa é esta que tem 400 carros para administradores e directores, num país com as dificuldades que se conhecem?
Com este estado de coisas, não admira que periodicamente ouçamos dizer que a empresa é deficitária e que as tarifas têm de ser revistas... Pudera!
domingo, 12 de setembro de 2010
Horários

terça-feira, 7 de setembro de 2010
Desordem
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Abono de Família

quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Filmes
De regresso... tudo (quase) na mesma!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Alta cilindrada!

segunda-feira, 5 de julho de 2010
Crónica Diária - Rádio Altitude

No dia 30 de Junho, a minha última crónica no Altitude foi:
No momento em que escrevo tudo isto está ainda em aberto.
A discussão, apesar de aparentemente longínqua, diz-nos respeito e vai afectar-nos de forma significativa. Porque somos actualmente servidos por 2 SCUTs – a A23 e a A25; e porque muito do nosso modelo de desenvolvimento enquanto cidade – no sentido de entidade administrativa - passa pela capacidade de gerarmos um ambiente favorável aos negócios no sector logístico, escolhido há uns anos como prioritário, e em torno do qual têm sido realizados avultados investimentos públicos, de que a PLIE é o exemplo mais conhecido e, na actual fase, também alguns privados.
Assim, enquanto cidadãos, a introdução de portagens em qualquer uma das vias que mencionei fará mais dispendiosas as nossas deslocações. E também as de todos quantos nos visitam, podendo funcionar como factor disuasor para turistas. Para as empresas será também gravoso este cenário, ao tornar inevitavelmente mais caros os produtos e serviços que por cá são comercializados para fazer face a este eventual acréscimo de custos.
Mas se é verdade que a actual situação nos favorece, também é verdade que não nos favorece só a nós, que cá moramos, mas a todos quantos cá passam, mesmo que cá não deixem um cêntimo.
E a terem de ser introduzidas portagens, sou da opinião que devem ser fixados critérios de isenção, de natureza sócio-económicos, para residentes – particulares e empresas - nas localidades servidas por estas vias de comunicação. Quando deixarmos de nos enquadrar dentro dos critérios definidos, deixaremos também de ter a respectiva isenção, de uma forma totalmente transparente, planeada e por todos antecipável. Desta forma, contribui-se para a correcção de assimetrias territoriais por via da solidariedade e coesão nacionais, com o bónus de se passar a dispor de uma vantagem competitiva face aos concelhos do litoral. Este poderia muito bem passar a ser mais um argumento para a atracção de investimento, nomeadamente no sector das actividades logísticas, que nos são actualmente tão caros. E como na cobrança serão utilizados principalmente meios electrónicos, a operacionalização desta medida seria imensamente facilitada.
Penso que todos temos consciência que manter a actual situação, com SCUTs que originam encargos anuais na ordem dos 750 milhões de Euros pelo menos até 2025, não é possível no momento difícil em que actualmente vivemos. Mas entendo que há espaço para se conseguir negociar uma forma de descriminação positiva para os Concelhos menos desenvolvidos de que possamos beneficiar, pelo menos enquanto se mantiver o atraso que temos em relação à média nacional. É isto o mínimo que espero de quem nos representa junto do Poder Central.
Para terminar, e dado que esta é a minha última crónica no Altitude desta temporada, gostava de desejar a todos os ouvintes um bom Verão, que tenham umas boas e reparadoras férias, das quais possam regressar sem terem de pagar portagens… "
quinta-feira, 1 de julho de 2010
TMG, Vuvuzelas e Poder Local
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Ai se fosse eu...

quarta-feira, 16 de junho de 2010
Crónica Diária - Rádio Altitude

Um dos entrevistados dizia, na semana passada, que gosta de trabalhar na sua cidade, longe de Lisboa. Que pode recolher matéria-prima em qualquer ponto do país ou mesmo do mundo e depois trabalhá-la calmamente na sua cidade, onde demora 5 minutos de casa ao emprego e onde pode usufruir, do seu escritório, de uma vista magnífica sobre a Serra da Estrela. Para no fim ficar com um produto capaz de ombrear com os tais que são feitos na capital da república.
O outro referia algo muito semelhante, pois que trabalhando essencialmente com bens e serviços imateriais, fá-lo a partir da Guarda com muito menos custos do que faria a partir de uma grande cidade, podendo tirar partido de uma equipa que escapa ao desgaste do dia-a-dia nas grandes cidades.
Esta é pois uma dinâmica de que na Guarda podemos e devemos tirar partido.
Sabemos que as cidades mais pequenas são terreno menos fértil para oportunidades de emprego; para além disso, muito do que leva as pessoas para as cidades de maior dimensão é, na minha opinião, preconceito. Porque sermos pequenos não implica necessariamente que tenhamos horizontes pequenos.
Uma cidade como a nossa, com todos os problemas que tem para resolver, tem nesta forma de ser encarada um potencial interesante, que acho que vale a pena explorar. Até porque, de acordo com a minha experiência, uma parte significativa das empresas que ultimamente se cá têm fixado, têm-no feito por interferência de alguém com ligação à cidade, familiar, sentimental, ou outra. A provar que existe uma imensa diáspora por explorar, talentos por atrair…
Mas a Guarda tem crescido de forma desordenada e, nalguns casos, desenfreada, no sentido da ausência completa de planeamento de médio/longo prazo, que hoje tantos custos traz; veja-se, a título de exemplo, o absurdo que é fazer passar todos os autocarros expresso com origem ou destino na cidade pelo meio do Bairro da Senhora dos Remédios, cuja característica principal não é certmanente a largura das suas vias, nem a facilidade de circulação, devido aos elevados declives das suas diversas artérias…
Por isso, numa época em que a construção abrandou e se estableceu um certo equilíbrio entreo que existe e o que é necessário – em termos de equipamentos habitacionais – é tempo de parar para pensar. Pensar no que queremos para a Guarda. Não para hoje; nem para amanhã. Para daqui a 10 anos, ou até mais. Planear a renovação do Centro Histórico, que é hoje uma ferida no tecido urbano. A ausência dos meios financeiros necessários não impede que se faça um trabalho de planeamento, envolvendo empresários, Politécnico, Universidade e sociedade civil. Num compromisso transversal a todos os partidos, que permita que mudanças políticas não façam tábua-rasa do trabalho anterior e tudo volte ao início. Quem diz do Centro Histórico, diz do Parque Industrial, de que já aqui falei. Ou dos bairros periféricos.
O paradigma de crescimento já deixou de ser “construir”; agora, penso que chegou a hora de “renovar, rejuvenescer”, porquie prevejo que esse será o maior desafio dos próximos anos no que ao urbanismo respeita. E esse não se ultrapassa apenas com PDMs.
A Guarda tem todas as potencialidades para ser uma cidade atractiva, pelo conforto e qualidade que oferece aos seus habitantes. O mito do interior “atrasado” está hoje afastado, e há muitas realizações para o provar, muitas histórias de sucesso para o derrubar. Eu, que tenciono por cá continuar, vou continuar a promovê-la, no dia-a-dia, com o meu trabalho, nos contactos com os meus colegas de trabalho colocados noutros pontos do país, junto de amigos e familiares. Espero, daqui a 10 anos, ter muitos mais motivos para o fazer…"
terça-feira, 15 de junho de 2010
Um Piano para o Conservatório - actualização

quinta-feira, 3 de junho de 2010
Crónica Diária - Rádio Altitude

"Na semana em que o Sol voltou para iluminar os dias sombrios que vivemos durante o longo Inverno, preparamo-nos para o aperto de cinto que nos vai ser imposto já a partir do final do mês.
E como sempre, a máquina fiscal, com a voracidade a que já nos habituou, prepara-se para começar a colheita antes dos frutos estarem maduros, que é o mesmo que dizer que se prepara para aplicar a lei a um período anterior ao da sua publicação. Como de costume, a lei que todos pensávamos tornar esta numa operação ilegal, para nos proteger enquanto cidadãos da gula de uma máquina que tantos recursos consome e que está sempre ávida por mais, presta-se a diversas interpretações, pelo que vamos ficar a conhecer mais uma excepção, dessas que o nosso edifício legislativo é tão fértil…
Os cidadãos, cada vez mais, olham com desconfiança para a administração fiscal, tão lesta na aplicação de coimas como ligeira na interpretação das normas, optando quase sempre pela que lhe é mais favorável, com o argumento – tão verdadeiro como falacioso – de agir em nome do superior interesse do país. Mas o País, diria eu, são também todos os cidadãos, como eu e os ouvintes que se dão ao trabalho de me ouvir, e que por muito que se esforcem por cumprir, estão sempre em infracção perante o fisco, por um ou outro motivo. E que começam a estar cansados de serem tratados como foras-da-lei de cada vez que tentam cumprir as suas obrigações fiscais.
Com este tipo de máquina fiscal, às vezes penso se não seria preferível abdicar da função de redistribuição de rendimentos que a política fiscal deve ter e embarcar na aventura das chamadas “flat rates”, cuja principal vantagem é a simplicidade de aplicação e a consequente previsibilidade dos efeitos dessa aplicação. Com elas, o cidadão sabe com o que conta. Sabemos que quanto maior é a complexidade dos sistemas, quanto mais variáveis introduzirmos, mais difícil é a gestão do sistema e mais expostas ficam as suas inevitáveis falhas. Do lado dos seus detractores, encontramos naturalmente aqueles que privilegiam o corporativismo e o imobilismo, aqueles a quem a mudança assusta. Concordando embora que a mudança por si só não é necessariamente benéfica, ela é desejável na medida em que promova o progresso das sociedades e estimule os cidadãos a fazer parte dessa mudança. Portanto, a evolução do nosso sistema fiscal é uma questão que deve merecer a atenção de todos e que deve ser abordada e discutida publicamente sem falsos alarmismos, sem tabus.
Termino com um tema que nada tem a ver com o anterior, mas que pela sua actualidade e importância para os cidadãos da Guarda merece também a minha atenção. O Lago do Parque Urbano do Rio Diz – ou Parque Polis, como também é conhecido – sofreu recentemente uma intervenção, julgo que com o objectivo de limpar o seu fundo dos sedimentos que se acumularam durante o Inverno. Só que essa intervenção dura já há mais de um mês. E apesar de não estar concluído, a obra está – aparentemente – parada. Não posso pois deixar de lamentar que a planificação dos trabalhos não tenha tido em conta que nesta fase, em que finalmente o calor prometendo o Verão nos faz procurar o exterior – e aquele parque é, nesse aspecto, um equipamento magnífico, para miúdos e graúdos – a obra não esteja já concluída e reposto aquele que é actualmente o mais significativo espelho de água na área urbana da Guarda. Não sei quem é a entidade responsável pela intervenção, mas fica o apelo: podem devolver-nos o espelho de água, por favor?"
Crónica Diária - Rádio Altitude

"Depois de uma semana meio anestesiados com as comemorações da conquista do título de campeão nacional pelo Benfica, da visita do Papa a Portugal e de toda a especulação em torno do PEC 2.0 – edição revista e aumentada – eis que ansiamos pelo regresso à normalidade. E esta, apesar do que nos dizem, é cada vez menos normal – no sentido em que a incerteza sobre os próximos tempos cresce, crescendo com ela o nosso desconforto. Basta pensarmos que há menos de 10 anos era possível achar-se que há vida para além do défice; hoje, tal é quase impensável, quanto mais confessável.
A Primavera, que agora dá os primeiros sinais de ter realmente começado, aparece-nos ensombrada pelas notícias com que diariamente somos confrontados, sobre a nossa pequenez e vulnerabilidade face aos grandes interesses económicos globais, que escolhem naturalmente o elo mais fraco nos seus ataques especulativos. Sobre a nossa insignificância, quando confrontados com o mau-humor de um vulcão de nome impronunciável, que mesmo a muitos kms de distância da nossa porta, insiste em interferir com o nosso estilo de vida, lembrando-nos que nem a melhor tecnologia nos permite escapar aos humores da natureza. Sentimo-nos assim os menores entre os mais pequenos.
Na agenda mediática entra agora o treino da selecção. Todos os dias mais notícias, mais novidades. Por cá, aguarda-se também a passagem da selecção para um treino de fim-da-tarde. Há até quem ache que se devia fazer uma grande festa de recepção à Selecção.
Eu, por outro lado, sou dos que acha que um cêntimo gasto para a Selecção vir por 2 horas à Guarda, é um cêntimo deitado fora. Não acredito em “campanhas de ocasião” porque a capacidade de retenção da mensagem publicitária se reduz a zero; e esse é o valor de tais campanhas. A divulgação da Guarda e das suas potencialidades tem de ser feita em torno de uma ideia concreta, com continuidade temporal e por diversos veículos, sob pena de no final apenas existir uma manta de retalhos sem qualquer ligação entre si – que de resto é o que temos visto acontecer… Mas a Selecção cá passará, no seu caminho para África do Sul, onde vamos sofrer com ela e acreditar que podemos ser os maiores de entre os grandes!
Em toda esta aparente dualidade viveremos os próximos dias, até ao final da Primavera. Depois, com o Verão, a habitual silly season…
Aproveitemos pois as possibilidades que o bom-tempo nos dá, depois de termos passado um Inverno cheio de rigores: actividades ao ar livre, passear, respirar os bons ares que ainda por cá vamos tendo. Ir a banhos, nem que seja sem sair do Concelho, que este ano voltamos a ter 2 praias fluviais com bandeira azul: Aldeia Viçosa e Valhelhas, ambas mesmo aqui ao lado.
O ar-livre faz bem à saúde e sempre nos dará algum optimismo para enfrentar os dias sombrios que o Outono nos trará e que não sabemos como nem quando desaparecerão definitivamente das nossas vidas… "
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Consegui!!!

terça-feira, 25 de maio de 2010
O Hos-Pintal

Carlos Pinto, presidente da Câmara da Covilhã, classificou como "parolice" as declarações de Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda a propósito do seu último sound-bite: a reclamação para a Covilhã de um, Hospital Central. A seguir, foi ainda mais longe, aconselhando-o a dedicar-se a elaborar relatórios sobre a segurança rodoviária e a não se preocupar com questões que, segundo Pinto, não são da sua competência. Pergunto-me onde foi Pinto buscar a suposta superioridade para classificar as atitudes de um representante do Governo da forma que o fez. Pergunto-me ainda onde raio foi buscar a ideia de ter competência para sugerir a localização de um hospital central. Obviamente, não o fez apoiado em estudos sérios sobre evolução demográfica, custos (económicos e sociais) do transporte de doentes para os hospitais centrais existentes, nem nada parecido. Fê-lo, à boa maneira a que habituou os covilhanenses (alguns), numa atitude caprichosa, no calor do momento, por vaidade pessoal. Ou seja, numa atitude que classifico de bairrista, no sentido de ser uma atitude vinculada a uma visão estreita do mundo que o rodeia, menosprezando ostensivamente tudo o que vem de fora. Claro que a Covilhã não tem nem terá nos próximos anos população que justifique um Hospital Central. Ele só faria sentido num quadro de área de influência alargada que incluísse nomeadamente o restante distrito de Castelo Branco e o da Guarda. Daí fazerem todo o sentido as palavras do Governador Civil. Mas Pinto, habituado que está a que ninguém lhe faça frente, não gostou e desatou a disparar em todas as direcções, esquecendo-se do respeito devido à figura institucional do Governador Civil pela figura institucional de Presidente da Câmara que é.
Pela minha parte, a atitude de Pinto, foi deselegante, mal-educada. Mas Pinto não é a Covilhã. E esta, se e quando quiser ter um hospital central, não o conseguirá sem o apoio nomeadamente da Guarda e dos guardenses. E para além do Governador Civil, não ouvi qualquer outro responsável político sobre o tema, o que é preocupante.
Tanto quanto a importância que um hipotético hospital central localizado nesta região teria na vida de todos nós e no desenvolvimento da região...
Parafraseando os Floyd: "Is there anybody out there...?"
terça-feira, 18 de maio de 2010
Fumódromo
domingo, 16 de maio de 2010
Um Piano para o Conservatório

Recentemente a Direcção do Conservatório conseguiu negociar com um fabricante a aquisição do instrumento em condições muito vantajosas. Assim, foi elaborado um puzzle, que está afixado junto à secretaria do Conservatório; cada peça do puzzle represente 1/100 do piano; e a ideia é conseguir vender as peças para desta forma original financiar a aquisição do Piano.
Entretanto, as receitas com a participação de professores em concursos e outros eventos têm revertido para esta causa, pelo que já há bastantes peças "vendidas". Também as receitas que se vierem obter nas actividades de final de ano lectivo terão o mesmo destino.
No próximo sábado, realizar-se-á um Concerto de Gala pelos professores do Conservatório para o mesmo fim. Se puder, vá apreciar alguns momentos de boa música com gente da Guarda, que cá trabalha e assim contribui para a tornar maior e melhor.
E com tanto esforço e tantas iniciativas, lembrei-me que também todos aqueles que se interessam pelas actividades do Conservatório - nomeadamente os Encarregados de Educação dos Alunos - podem participar nesta iniciativa. Claro que com cada peça do puzzle a custar 250 Euros, não há muita gente que esteja actualmente em condições de adquirir uma...
Mas podemos recorrer ao nosso espirito mutualista e adquirir em conjunto uma peça - ou mais - em nome dos alunos do ano 2009/2010; esse seria um legado destes alunos à sua Escola de Música! Se cada Pai puder dispôr de 10 Euros, são necessárias apenas 25 contribuições para se adquirir a peça; ou mesmo no caso de querer apenas contribuir com 5 Euros, ainda assim não deveria ser muito difícil conseguir o objectivo, se pensarmos que existem actualmente mais de 300 alunos a frequentar o Conservatório.
Contactei a Direcção do Conservatório e os dados estão lançados: a partir de segunda-feira, na secretaria do Conservatório, a D. Isabel terá uma folha onde serão anotadas as participações, até se atingir o objectivo. Se por algum infortúnio o objectivo não fôr atingido, o compromisso é devolver o dinheiro, pelo que deve também ser deixado um contacto (email ou telemóvel).
No meu caso, ambos os meus filhos frequentam o Conservatório; nenhum deles á aluno de Piano. Mas ainda assim, vou contribuir para a sua aquisição, da mesma forma que gostaria que todos contribuissem se fossem alunos daquele instrumento! Mesmo aqueles que não têm filhos a estudar no Conservatório mas acharem a ideia interessante, contribuam se puderem.
Peço pois a todos os que puderem contribuir que o façam e que ajudem a divulgar esta mensagem enviando aos vossos contactos o link http://coisasnaguarda.blogspot.com/2010/05/um-piano-para-o-conservatorio.html
quinta-feira, 13 de maio de 2010
E a alternativa é...
Só não os ouvi referir-se a qualquer alternativa a essas medidas. E assim o movimento sindical vai perdendo credibilidade, um activo não reprodutível e que, uma vez perdido dificilmente se recupera!
Crónica Diária - Rádio Altitude
"Fará no próximo dia 20 precisamente um ano que a minha crónica diária aqui no Altitude versou a crise. Estava-se nessa altura ainda no meio do turbilhão, mas os avisos já ecoavam, vindos de diversos quadrantes.
Cabe aqui recordar que nessa altura referi que apesar de muito se falar e escrever sobre a crise, me preocupava especialmente o período que se lhe sucederia, a ressaca – como então lhe chamei. Era expectável que a conta das medidas anti-crise fosse alta, que aliada a uma previsível subida das taxas de juro – sim porque até as medidas anti-crise serão pagas a crédito - conduziria a 2 ou 3 anos difíceis para todos nós. Não estava a ser pessimista; apenas, da leitura que fazia da situação e dos avisos dos especialistas, realista.
Pois bem, tenho uma confissão a fazer aos ouvintes: estava enganado! Muito enganado. Afinal, dou-me hoje conta, vai ser muito pior do que aquilo que esperava.
Daí que a minha preocupação seja que se comece o quanto antes a dar a volta à situação. Não se pode adiar por um ano; tem de se começar o quanto antes. É necessário que Orçamento de Estado seja revisto e que as medidas difíceis comecem o quanto antes a ser tomadas. Sabemos que, quando se cai nas malhas do crédito, adiar complica sempre, sempre, a situação.
É normal que todos queiramos mais do Estado, que achemos que chegou a nossa vez, que já esperámos demais. As notícias, porém, não podiam ser piores: não dá mais. O Estado está financeiramente asfixiado por anos e anos de concessões a corporações, a interesses mais ou menos claros e legítimos, a aspirações de todos quantos vêm nele uma forma de conseguirem aquilo que sozinhos não conseguem. É preciso parar o quanto antes e reduzir a despesa com tudo o que não é indispensável: um aeroporto que tem como pressuposto um aumento muito significativo no tráfego aéreo no qual não acredito; um comboio de alta velocidade que terá uma exploração deficitária por muitos anos, pelo que aos custos de construção temos de somar os custos com essa exploração para termos uma ideia do buraco que vamos estar a cavar; mais auto-estradas, no país da EU que mais km deste tipo de vias tem por habitante, algumas praticamente sem trânsito (veja-se o exemplo da auto-estrada Lisboa-Évora…); mais pontes que despejarão mais automóveis em cidades já congestionadas; os médicos, enfermeiros, professores, pilotos, etc., por muita razão que tenham nas suas reinvindicações, têm de mostrar o bom-senso de negociar um adiamento daquelas que implicarão mais despesa para o Estado. Mas também ao nível das autarquias, tem de haver um claro esforço de contenção nos custos. No caso da Guarda, se os custos com uma estrutura como o TMG podem ser considerados custos sociais – porque a iniciativa privada não dá resposta às necessidades que aquele equipamento veio colmatar – já no caso, por exemplo, do Hotel de Turismo, não se pode pedir aos cidadãos que encarem os sucessivos prejuízos como um custo social, sabendo-se que o alojamento turístico está hoje perfeitamente assegurado na cidade; e se mais necessidade se vier a revelar – e oxalá que assim seja – tenho a certeza que rapidamente surgirão novas unidades.
Termino com o desejo de que todos os sacrifícios que nos vão ser pedidos sejam antes de mais partilhados por aqueles que no-los vão pedir: gostava que os políticos, num gesto de humildade, abandonassem – pelo menos alguns – a pose de pessoa a quem todos devem e baixassem também os seus vencimentos e vissem as suas regalias reduzidas. Sei muito bem que essa poupança seria inexpressiva nas contas do Estado, mas daria um sinal a todos nós – que vamos passar a pagar mais impostos e ver os nossos rendimentos reais diminuir, talvez mesmo significativamente – nos próximos anos, de que desta vez vai doer a todos… "
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Para o ano é só lucros!!!

segunda-feira, 26 de abril de 2010
O Filho Pródigo... ou talvez não.

sexta-feira, 23 de abril de 2010
Crónica Diária - Rádio Altitude
Assim, para escapar ao lançamento de concursos internacionais ou ao visto do Tribunal de Contas, inventam-se todo o tipo de artifícios, ou de esquemas se quiserem. E esses mesmos sistemas de controlo são usados como desculpa quando se falha em fazer o prometido, ou tão-só o desejado.
Mas vamos ser claros: estes mecanismos de controlo existem para assegurar que o Estado faz adjudicações em boas condições de concorrência, que as condições de mercado são as normais numa economia em concorrência, e que não há favorecimentos pessoais ou de outra índole que de alguma forma prejudiquem a coisa pública – o nosso património colectivo, enquanto nação soberana.
Por isso, não consigo compreender o argumento usado na semana passada pelo Sr. Presidente da Câmara da Guarda a propósito do chumbo do Tribunal de Contas à operação de permuta de terrenos no âmbito do projecto conhecido como GuardaMall. Não percebo quando nos diz que a proposta da empresa que é actualmente parceira da Câmara é a melhor e que lançando um concurso internacional podem não aparecer propostas tão boas. Então a proposta que existe é a melhor, mas se concorrer com outras deixa de o ser? Se o Tribunal de Contas chumbou, é porque a operação não estava conforme com os preceitos legais que obrigatoriamente têm de ser seguidos. Os Juízes do Tribunal de Contas não hão-de ter chumbado a operação por capricho, certamente…
Quanto a nós, cidadãos, cabe-nos exigir aos nossos governantes, que cumpram as leis que eles próprios criam; porque é disso que aqui se trata: foram criados mecanismos para assegurar transparência, para evitar a corrupção de que tanto se tem falado, mas qualquer agente, mesmo agindo em nome do Estado, evita alegremente e disso fazendo alarde, esses mesmos mecanismos. Deixando aberto o caminho a todo o tipo de suspeições, acima das quais deveriam colocar-se, e não simplesmente achar que estão. Fazendo lembrar aquele tipo de pessoas, que infelizmente todos conhecemos, que vivem dos esquemas lesivos do erário público - que somos nós.
Como em relação a todas as leis, o que digo e me acho no direito de exigir é: cumpra-se, ou revogue-se. Não vamos é estar de manhã a fazer leis e à tarde a passar por cima delas… "