Pensamentos, gostos e desgostos sobre a cidade onde nasci e escolhi morar. E outras coisas que por vezes me passam pela ideia...
sábado, 14 de julho de 2012
Crónica Diária - Rádio Altitude
terça-feira, 26 de junho de 2012
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
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sábado, 26 de maio de 2012
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terça-feira, 22 de maio de 2012
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
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sexta-feira, 27 de abril de 2012
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Crónica Diária - Rádio Alttude
"Os constrangimentos a que as medidas de austeridade em curso no nosso país nos obrigam podem e devem servir para aprendermos a viver de forma diferente, alterando alguns hábitos por forma a gastarmos mais criteriosamente os recursos de que – ainda – dispomos.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Crónica Diária - Rádio Altitude
"Os resultados das eleições do passado Domingo deixaram clara a vontade da maioria dos portugueses de uma mudança política. Num país que nos últimos anos tem votado maioritariamente à esquerda, só assim se explica a inequívoca e expressiva maioria que a direita obteve.
Mas na minha opinião, o que os portugueses sinalizaram com esta votação expressiva na direita, não se resume à vontade de uma mudança de actores. Vai mais longe. As pessoas estão cansadas desta forma de fazer política. De perceber que uma parte significativa dos políticos age na maior parte das vezes mais por interesse pessoal do que no interesse daqueles que representa, que lhe confiaram o seu voto. E isto cria um sentimento de frustração que afasta as pessoas da política. Assim se explica, em parte, a elevada abstenção – mais de 40% - que de novo se verificou nestas lesgislativas. A outra parte da explicação reside, como já aqui tenho referido, no puro desinteresse das pessoas na participação cívica. Que se reflecte neste e noutros domínios.
Estas eleições e o seu resultado devem fazer-nos reflectir. Pessoalmente, ao ter visto um Governo Socialista tomar as medidas que tomou – adiamento da idade da reforma, redução de prazo para subsídio de desemprego, para citar as mais óbvias, só posso concluir que o Estado Social que ambicionávamos e tanto nos prometeram não passou afinal de uma miragem, pelo simples motivo de que não conseguimos sustentá-lo. Por muito que nos digam que devíamos ser capazes; que temos potencial; as evidências, ao longo dos últimos 15 anos, desmentem-no. Reconhecer isto a tempo é um passo na preservação de algum desse Estado Social.
Voltando aos resultados das eleições, impõe-se no nosso sistema político uma mudança. Têm de ser dados à sociedade sinais de que as coisas mudarão para todos. O actual sistema de nomeações políticas deve ser imediata e profundamente revisto. As nomeações políticas não podem continuar disfarçadas de contratações. O nomeado, convidado, indigitado, ou como queiram chamar-lhe, tem de ter o decoro de no final do ciclo, independentemente da sua duração, saber reconhecer que também a sua nomeação, o seu convite ou indigitação chegou ao fim do prazo de validade.
Atitudes de quem faz da política emprego diminuem quem as toma. E diminuem os cargos que ocupam. Sou a favor que os cargos de responsabilidade sejam remunerados de acordo com as exigências que impõem. Mas devem criar-se mecanismos que evitem que tais cargos se tornem pasto para políticos sem outro currículo que não seja a militância partidária.
Os próximos 3 anos vão ser muito duros, para o Governo e para nós – cidadãos. Vão ser especialmente duros para os mais desprotegidos – desempregados e pessoas com poucos recursos económicos. Por isso, espero do próximo Governo uma especial atenção às questões sociais, por forma a preservar em todos os portugueses a dignidade.
Penso que os portugueses serão generosos ao ponto de enfrentarem sem dramas as dificuldades que se avizinham. Assim percebam nos seus dirigentes a vontade de ultrapassar as dificuldades temporárias com abnegação, em nome do futuro do país.
Na fase em que estamos, os fortes marcarão a história. Os fracos, esses devem sair quanto antes do caminho… "
quinta-feira, 26 de maio de 2011
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
Crónica Diária - Rádio Altitude
Comemorámos esta semana 37 anos sobra a data que mais profundamente marcou Portugal nos últimos anos. Na mesma altura em que pela terceira vez na nossa história recente temos em casa os técnicos do FMI auditando as nossas contas com vista a um resgate financeiro.
As televisões brindaram-nos com as habituais entrevistas, ao cidadão comum e a um conjunto de homens que estiveram mais directamente ligados ao movimento que iniciou a revolução – o MFA - dando-nos uma imagem que vai da indiferença de alguns, à crispação de poucos, com o rumo que as coisas tomaram. Acabando, invariavelmente, pela pergunta que há anos ouço ser feita neste dia: “Será que valeu a pena?” Ora, para mim, o facto de a pergunta poder sequer ser feita é, por si só, a melhor resposta. Não são precisas mais palavras.
Tendo passado 37 anos, acho de certa forma natural que as comemorações não assumam hoje a importância que assumiram no passado. Parece-me óbvio, que aqueles que viveram os acontecimentos tenham ficado de tal forma marcados por eles que será sempre um momento central das suas vidas. Para os restantes, dando-se-lhes mais ou menos relevância, faz parte da história. Apenas isso. Com a ressalva de que é o acontecimento histórico que mais reconhecimento tem entre a população.
O momento que vivemos é doloroso: o nosso orgulho, a nossa soberania, os nossos ideais – tudo tem sido posto em causa pela maldita crise. Mas mesmo na situação difícil em que estamos, acho que vale a pena arregaçar as mangas e ir à luta pelo nosso País. Mesmo não sendo tudo aquilo que gostaríamos, ainda assim vale a pena.
Porque, apesar das injustiças, não perdemos a capacidade de nos indignarmos com elas. Porque apesar da pobreza, somos um povo solidário. Porque apesar dos problemas no ensino, continuamos a preocupar-nos em ser melhores, em fazer mais com menos.
O nosso País tem paisagens deslumbrantes, com montanhas que nos esmagam na nossa pequenez, com um mar imenso que nos abre todos os horizontes, com um céu limpo que nos deixa sonhar com dias melhores.
Temos uma planície imensa, que a qualquer hora e em qualquer dia, nos permite escutar o silêncio e encontrarmos a nossa paz; temos montanhas cheias de vida, que a cada ciclo nos lembram que o tempo tudo renova e que o futuro é um símbolo da renovação.
Temos um património gastronómico diversificado, de grandes contrastes, que faz jus à nossa fama de povo engenhoso na hora de enganar as dificuldades. Talvez porque há muito tivemos de ganhar essa capacidade…
Somos um país de gente educada, que em todo o mundo é bem recebida e em quem se pode confiar para os trabalhos mais delicados.
Também em termos económicos, temos do que nos orgulhar: diversas empresas portuguesas são líderes mundiais no seu sector de actividade e a I&D portugueses são cada vez mais considerados pela comunidade científica.
Somos um país em que na generalidade dos lugares, podemos sair de casa a qualquer hora do dia e passearmos por onde quisermos sem que ninguém nos incomode, sem grandes preocupações com a nossa segurança. Onde os amigos aparecem em casa uns dos outros, mesmo sem avisar, e são sempre bem recebidos!
Por tudo isto, eu gosto de Portugal. Gosto de cá viver, embora também gostasse que fosse melhor na justiça, na sáude, na educação.
Ainda assim, acho que vale a pena lutar por ele; para que continue a ser o nosso país, feito à nossa imagem. Tudo isso, pesados todos os aspectos negativos e positivos, vale alguns sacrifícios que de certeza teremos de fazer nos próximos anos.
Mas faz com que o sacrifício seja mais ligeiro. Sinto que no final, vai valer a pena!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Crónica Diária - Rádio Altitude
sexta-feira, 1 de abril de 2011
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domingo, 27 de março de 2011
Crónica Diária - Rádio Altitude
quarta-feira, 2 de março de 2011
Crónica Diária - Rádio Altitude
Ouço dizer cobras e lagartos do Facebook. Mesmo aqui, aos microfones da rádio, tenho ouvido algumas opiniões muito críticas acerca do fenómeno, que obviamente respeito. Parece-me até natural que tal aconteça, tal é a mudança de paradigma de relacionamento que as ditas redes sociais – das quais o facebook é a mais popular, pelo menos no nosso País – vêm trazer.
Pela minha parte, confesso que gosto imenso das possibilidades que as redes sociais me dão de comunicar. De re-encontrar amigos, de reatar elos quebrados, de enviar facilmente uma palavra – um sinal – de que uma pessoa, uma frase, um pensamento chegam a mim, ainda que esse sinal seja um “Like”. Há todavia um princípio básico que uso desde sempre: estou no Facebook como na vida. Dou a cara pelas minhas opiniões, respeito as opiniões diversas, esforço-me por cumprir o que prometo.
Tudo isto vem a propósito da manifestação contra a introdução de portagens realizada na passada segunda-feira na sessão da Assembleia Municipal.
Já aqui havia referido, logo na minha primeira crónica da actual temporada, que considero a introdução de portagens na A23 e na A25 uma traição feita à Guarda. Não concebo como é que responsáveis do Partido Socialista disseram na Guarda que não haveria introdução de portagens nestas 2 vias, foram eleitos com os votos dos cidadãos da Guarda, e agora, perante a anunciada introdução dessas mesmas portagens, assobiam para o lado como se não fosse nada com eles. Como se fosse algo que não lhes diz respeito. Do seu silêncio, apenas posso concluir que este caso passará sem consequências…
Assim sendo, não poderia deixar de me associar ao protesto. O convite surgiu via Facebook. Não sei se devido à facilidade de disseminação da mensagem pelo efeito de networking, se por questão de moda. Não respondi logo, porque tratando-se de uma segunda-feira de manhã, não poderia assumir o compromisso de estar presente sem antes avaliar se no meu local de trabalho teria condições de me ausentarr. Reunidas essas condições, lá me dispus a juntar-me ao protesto logo que me foi possível. Ouvi no caminho, pela rádio, o seu principal dinamizador referir que tinha mais de 200 confirmações no facebook, pelo que previa uma afluência razoável.
Depois de entrar na sala da Assembleia Municipal com ligeiro atraso – embora não tanto como certamente mais de metade dos deputados municipais – apercebi-me de quão poucos eram os manifestantes. Muito longe dos tais 200 esperados. E lembrei-me que de facto é mais fácil clicar em “Vou estar presente” no conforto da sala de estar numa noite de fim de semana e pôr o assunto para trás das costas, do que passar a manhã de segunda feira a correr, para poder dispor de algum tempo para me juntar ao protesto, tempo que no final do dia tive de compensar, que o controlo biométrico de presenças não perdoa.
Uns diziam que, por ser dia de trabalho, muita gente não tinha podido ir; outros falavam na falta de divulgação; entre outros motivos apontados para a baixa afluência. Por mim, só encontro uma explicação: desinteresse. Falta de cultura cívica. A mesma que justifica a elevada abstenção nas útlimas eleições. Ou que estejam presentes 5 ou 6 sócios em assembleias gerais de associações ou clubes com centenas, às vezes milhares, de sócios. Sócios esses que têm sempre uma opinião pronta sobre o que deveria ser feito e ninguém faz.
Não compreendo como numa cidade como a Guarda não se encheu completamente a Galeria pública da sala da assembleia; abro aqui um parêntesis para confessar que, ingenuamente, era esse o meu receio ao chegar atrasado: já não caber na sala. Não percebo porque não foram essas 200 pessoas protestar; ou 100, que fosse… Porque continuo convencido que a maior parte das pessoas é contra as portagens. Não estão é para se maçar por isso!
O séc. XX foi um século de grandes conquistas civilizacionais; que custaram muita energia, às vezes vidas. E hoje, que o mais difícil está feito, parece que já nada consegue mobilizar as pessoas.
A geração dos meus pais, filhos da beira, passou por muitas privações: de educação, cultura, até de alimento; a minha, foi criada com muito mais abundância, embora ainda com a preocupação em gerir com olhos postos no futuro. A dos meus filhos, francamente, não sei que futuro terá. Duma coisa tenho a certeza: colherão aquilo que nós lhes deixarmos semeado. E isso preocupa-me imenso…
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Crónica Diária - Rádio Altitude
Por isso, custam-me entender algumas opções de investimento que têm sido tomadas na Guarda. Estradas irrepreensivelmente arranjadas em locais que qualquer um de nós considera como ermos, e um parque industrial com vestígios de alcatrão nalgumas das suas ruas são apenas um exemplo. Não é que as pessoas que vivem em meios mais rurais não tenham direito ao progresso. Que a visão humanista da distribuição de recursos deve também estar presente na hora do seu rateio. Mas nalguns casos, mais do que atender a factores de mobilidade, o que se verificou foi uma verdadeira perversão da ruralidade de sítios que são, quer queiramos quer não, eminentemente rurais. E preocupa-me essa perversão, bem como o ónus que fica para o futuro com a manutenção dessas vias alcatroadas. Sim, que uma coisa é manter um caminho em bom estado de circulação, outra muito diferente é manter uma estrada alcatroada, com os rigores invernais que açolam a nossa região.
Também o sistema de iluminação pública deveria ser revisto. Com a nomeação de uma Comissão Técnica, que estude o sistema existente, as suas falhas e, admito, excessos, e proponha ajustamentos, soluções de poupança, melhorias na relação custo/benefício. Existem hoje sistemas de iluminação variável, em função da detecção de movimento, que permitem enormes poupanças. Existem novos tipos de sistemas de iluminação mais eficientes. Este é um caminho que muita gente, à escala da sua possibilidade, tem vindo a fazer. Impõe-se também que a autarquia, que suporta custos monstruosos com o sistema de iluminação pública, se esforce por aplicar melhor os parcos recursos de que dispõe. E que tem tanto por onde aplicar.
Sem grandes obras estruturais em curso, seria porventura a altura propícia para se proceder a uma reorganização interna – um caminho que diversos organismos e mesmo empresas privadas estão actualmente a seguir. Não sou dos que dizem que na Câmara da Guarda tudo funciona mal, mas conheço o suficiente para estar convicto de que há espaço para melhorias, que se traduzirão em poupança do lado de lá, e mais transparência e acessibilidade do lado de cá.
E por falar em obras estruturais, foi com muita satisfação que tomei conhecimento do início das obras do Centro de Remo no Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa. No enclave norte do Distrito, Foz Côa tem a sua identidade dividida entre a Serra e o Rio. Um Património riquíssimo do ponto de vista arqueológico. Mas também do ponto de vista do património paisagístico.
Conheço a dinâmica que o remo tem tido na Barragem do Maranhão, onde diversas selecções de países do norte da Europa treinam frequentemente. O Pocinho, com este investimento e com a adequada cobertura hoteleira – que importa assegurar – ficará com condições fantásticas para ambicionar ser uma referência num mercado de nicho, altamente especializado e profissional. Do ponto de vista do turismo, essa característica distintiva fará toda a diferença na hora de concorrer com outras regiões, com outros empreendimentos. E isso, por si só, poderá representar para Foz Côa um novo fôlego, a juntar ao recente Museu Arqueológico.
O Distrito da Guarda tem hoje um conjunto de pontos de referência turística que, de forma isolada, têm já alguma capacidade de atracção. Que uma política articulada de promoção conjunta pode elevar fortemente. Pelo que faz cada vez mais sentido que os diversos parceiros se reúnam debatam entre si estratégias comuns de promoção, nacional e internacional. Um fórum do turismo no Distrito, promovido pelos investidores e com a participação das entidades oficiais faz pois todo o sentido. Devem ser os privados o motor de tal iniciativa, como forma de sinalizar claramente a vontade de aproveitar todo o potencial do Distrito em matéria de Turismo. Não ficando, como em tantas outras ocasiões, à espera que sejam as entidades públicas a promover o debate, ficando depois os privados reféns dessas iniciativas.
Há condições na Guarda para sermos melhores. Basta jantarmo-nos e caminharmos em conjunto."