Mostrar mensagens com a etiqueta TMG. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta TMG. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Desagravo...?


Na semana passada soube pela rádio que Américo Rodrigues seria distinguido no dia 25 de Abril com a Medalha de Mérito Cultural pela Ministra da Cultura.
A primeira reacção foi de regozijo. Aprecio muito o trabalho que Américo Rodrigues tem feito no TMG, que penso que é hoje um dos ex libris da nossa cidade. Para além disso, é um cidadão participante: quando outros na posição dele ficariam quietos e calados no conforto do cargo que desempenham e da sua relevância, Américo Rodrigues optou por participar activamente na vida da cidade, não se inibindo de manifestar a sua opinião sobre o que se vai passando, mesmo quando ela não é politicamente correcta ou afronta os poderes instalados.
Não concordo sempre com ele; mas consciências e vozes livres como a dele fazem falta em todo o lado - e na Guarda são praticamente um oásis. A ele até lhe valeu recentemente um voto de repúdio na Assembleia Municipal, num episódio que envergonha aquele que deveria ser um estandarte da Democracia.
Depois de digerir a notícia, fiquei curioso: como terá sido feita a escolha da personalidade a distinguir...? Durou pouco a minha ignorância: logo no dia seguinte ouvi o Sr. Governador Civil explicar que tinha sido ele a propôr o nome de Américo Rodrigues para tal distinção.
Ou seja, em mais uma acção em que a imagem da Guarda sai reforçada, há dedo de Santinho Pacheco. Que diga-se, tem feito mais pela promoção da imagem do Distrito do que qualquer outra entidade... Francamente, tenho pena que pouco mais tempo permaneça no cargo. Mas quando sair, deixará a fasquia bem alta para quem lhe suceder e sairá certamente com o apreço de muitos guardenses!
E também neste episódio, Santinho Pacheco deixou claro o seu desapego a jogos de bastidores da pequena-política, a tricas partidárias, a cumplicidades que diminuem os verdadeiros políticos.
Boa!!!, Sr. Governador.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

TMG, Vuvuzelas e Poder Local

De acordo com o que tem sido veiculado em diversos posts do blog Café Mondego e também no Capeia Arraiana, a recente moção apresentada pelo Presidente da Junta de Aldeia Viçosa na Assembleia Municipal, no sentido de ser feito um corte de 20% nas verbas atribuídas ao TMG ainda este ano, em nome da crise, não passou de uma atitude de vingança pessoal daquele edil contra o Director Artístico do TMG, Américo Rodrigues. O motivo da vendetta de Baltasar Lopes prende-se alegadamente com o boicote que planeou para um concerto que teve lugar na sua própria freguesia, no Domingo à noite, pela Fundação Trepadeira Azul, com quem mantém há algum tempo relações tensas com um historial recheado de queixas judiciais. E com o facto de Américo Rodrigues o ter confrontado com a vergonha que era boicotar uma iniciativa cultural de relevo na sua própria freguesia.
É pois importante que a situação seja clarificada a vários níveis:
- Baltasar Lopes deve explicações sobre o que verdadeiramente motivou a sua extemporânea proposta (que de resto teve de ser transformada em "recomendação" por ser uma ilegítima ingerência na gestão do município, que compete à Câmara;
- aqueles que votaram favoravelmente a Recomendação devem também clarificar se teriam votado da mesma forma se tivessem conhecimento dos factos que agora foram trazidos a público;
- em face das explicações que surgirem, é necessário que se averigue se o comportamento de Blatasar é ou não passível de censura política, para repôr a credibilidade da Assembleia Municipal.
Eu não quero saber dos arrufos de Baltasar com Rodrigues. Não me importo nada que toquem vuvuzelas um à porta do outro - não são pessoas que estão aqui em causa.
Preocupa-me que um projecto que demorou a implementar e a afirmar-se e que hoje é uma referência na região, que a mim particularmente me enche de orgulho ter na minha cidade - o TMG - seja envolto nesta lamentável novela. Que alguém use um cargo político para cilindrar um opositor passando por cima do interesse colectivo que é sua obrigação defender.
É que uma boa imagem pode demorar anos a construir e bastam alguns meses para a destruir completamente.
E estamos a falar de um Património que é de todos os guardenses.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Filho Pródigo... ou talvez não.


Se há coisa que detesto, que me deixa fora de mim, é perceber que me estão a subestimar. Acho uma enorme falta de respeito, um atentado à minha inteligência.

Falo do assunto porque foi precisamente o que senti ao ouvir hoje na Altitude as breves palavras do Sr. Director-Geral das Artes a propósito do financiamento do TMG. Interpelado pelos jornalistas sobre o atraso nesta matéria e de já há 2 anos, também numa deslocação à Guarda, ter prometido uma solução para o problema, lá fugiu à questão com os argumentos do costume: a política prosseguida pelo Ministério, a vontade da titular e o enorme trabalho que tem desenvolvido nesta área, etc. Na verdade, do que percebi, tudo se resume a isto: estamos hoje, relativamente a financiamento de equipamentos culturais descentralizados, no mesmo ponto em que estávamos há 2 anos atrás! E isto é inadmissível. Porque eu não quero ter de ir a Lisboa quando quero ver uma Ópera. Um um Bailado. Ou uma peça de Teatro. Esse centralismo é um disparate! Quero que seja o TMG a atrair gente para vir descansar do bulício à Guarda, e que à noite possa assistir a um bom espectáculo. Mas sabemos que os cérebrozinhos da Capital não pensam assim e querem tudo à porta de casa. E os outros que andem. É assim com os Teatros Municipais; mas é assim também com o ensino especializado: se viver em Lisboa, o meu filho pode frequentar o Conservatório gratuitamente; mas se morar na Guarda, tem de pagar propinas porque o Conservatório é privado.

Bem pode o Sr. Director-Geral exortar as empresas da região a financiar o TMG, na onda moderna do capitalismo, da responsabilidade social das empresas. Nessa altura, acrescento eu, alterem a lei orgânica do Ministério da Cultura e o Sr. pode passar a ser o Director-Geral das Artes de Lisboa, uma vez que aos outros têm de ser as empresas da região a valer-lhes!

Todos sabem - o Sr. Director-Geral incluído - que a Guarda recebe bem todos os que a visitam; e que tem um carinho especial pelos seus filhos, como boa Mãe. Mas se calhar está na hora de essa Mãe passar a ser mais justa e a premiar mais o mérito, em detrimento dos sentimentos maternais. E a fazer sentir aos governantes que a educação nos faz recebê-los bem, mas que estamos descontentes com a forma como somos tratados. Não queremos tratamento de excepção: apenas o nosso direito à Cultura como os portugueses de Lisboa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Лебединое Озеро

Lê-se "Lebedinoye Ozero" e é o título original russo do conhecidíssimo "O Lago dos Cisnes", que pudemos ver na Guarda no passado dia 3. Tratou-se de um espectáculo belíssimo, pelo Ballet Estatal Russo de Rostov (Rússia). Já tinha tido oportunidade de ver este espectáculo, há cerca de 12 anos, pela Companhia Nacional de Bailado (se a memória me não atraiçoa), mas confesso que adorei rever! Para mim, só poderia ter sido melhor com uma orquestra ao vivo (que é um espectáculo dentro do espectáculo).
Mas não é sobre a performance em si mesma que quero falar; é antes sobre as condições em que o espectáculo se realizou. Como só tive a certeza de que poderia ir quarta-feira antes do espectáculo, só nesse dia fui procurar bilhetes; todavia, nesse dia, a bilheteira do TMG não abriu. Quinta-feira foi feriado. E na sexta, às 17.00H, lá estava eu à porta da Bilheteira, convencido que ainda deveria haver bastantes lugares disponíveis. É que, após uma época com tanta festa, tanta despesa, e sendo Janeiro tradicionalmente um mês comercialmente muito fraco (excepção feita aos saldos), achei que para ver um espectáculo para o qual cada bilhete custava 30,00 Euros não deveria haver assim tantos espectadores. Enganei-me rotundamente - e que bom engano!
Havia já pouquíssimos lugares disponíveis e foi assim que, sem surpresa, no sábado vi o Grande Auditório do TMG quase cheio - havia alguns lugares disponíveis nas filas atrás dos túneis de entrada na sala.
Ou seja, em poucos anos criou-se numa cidade do interior, onde custa sair à noite no Inverno porque está frio, um público receptivo para um espectáculo que apenas passará nas maiores salas do País. Com tudo o que de bom isso implica para quem gosta de morar na Guarda e ver bons espectáculos. Que pode ser induzido algum turismo associado a este facto. Significa que a Guarda pode integrar os roteiros de passagem de espectáculos que geralmente só podem ser vistos em cidades de maior dimensão!
Significa que a aposta feita neste Cluster - a Cultura - começa lentamente a dar frutos. Como de resto qualquer investimento a prazo.
Não sei que análise fizeram os outros presentes do facto de, numa noite de 3 de Janeiro, o TMG ter tido sala cheia num espectáculo de Ballet clássico. Eu, fiquei entusiamado.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Guarda - Rádio Memória

No Domingo passado assisti no TMG ao Guarda - Rádio Memória. Como no final não dei o tempo por mal empregue, deixo alguns comentários. Não pretendo assumir-me como crítico, como grande conhecedor; é uma apreciação individual, sem qualquer outro objectivo que não seja daqui por alguns anos poder eu próprio reler aquilo que me occoreu dizer sobre o assunto - como aliás a maioria das coisas que por aqui vou deixando... Todavia, se algum incauto leitor quiser completar, está à vontade.
Começo pelo que era prometido, que isto da gestão de expectativas dita muitas vezes o veredicto final: um grande espectáculo, com muita gente, muitas colectividades envolvidas, uma visita aos momentos e personagens mais marcantes da história da cidade. Neste particular penso que ninguém deve ter ficado indiferente à quantidade de gente envolvida, tendo-se cumprido as minhas expectativas. Imagino o trabalho que deve ter estado por trás da coordenação de tanta gente!
Relativamente ao espectáculo em si, gostei do palco, dos adereços, do estúdio. Devo dizer que aquele estúdio numas "águas furtadas" me fez lembrar, de outros tempos, a Rádio Cidade Oppidana... O "quadro" dos romanos resultou muito bem, pelas sequências em vídeo que foram sendo projectadas; a mensagem está lá, mas foi sendo passada de forma descontraída e bem-disposta. Gostei! O Teatro radiofónico, teve um início que me "prendeu" mas foi perdendo força ao longo do desenrolar; a partir do meio o texto ficou mesmo um pouco confuso; ou fui eu que me perdi...
Num dos momentos que se seguiu, confesso que me remexi na cadeira: foi quando entrou o rancho folclórico. Aqui, reconheço que o problema é meu: embirro com ranchos folclóricos. Não gosto. Irritam-me. Percebo que fazem parte das nossas tradições, acho muito bem que seja mantido (no que o Centro Cultural tem feito um bom trabalho), mas para eu ver, dispenso. Mas estava eu já a desanimar, quando acontece a fusão entre os sons típicos do folclore com Hip-Hop, o que resultou inesperado, por isso compensador. Para mim foi um dos grandes momentos de composição musical do espectáculo. No quadro de Alberto Dinis da Fonseca e D. Quixote, diálogos muito actuais, muito ao estilo "auto-estima-te". E o que eu dava para poder gritar publicamente a plenos pulmões, a alguns que mais não fazem que lamuriar-se sobre o que a Guarda não tem, o mesmo que Dinis da Fonseca gritou ao Quixote à laia de despedida... No final, a Guarda Maria/Guarda Mania foi apresentada de uma forma electrizante, envolvendo muito bem todo o público. Destaco a orquestra, fantástica, com uma secção de metais possante, uma percussão vibrante, que enchiam o teatro de uma forma que nenhuma gravação conseguiria encher! Os diversos intérpretes musicais que foram pontuando o espectáculo também foram muito bem conseguidos, recordando de músicas que estiveram presentes nas nossas vidas ao longo dos últimos anos. Menos bem conseguidos, na minha opinião, foram a alusão ao Pastor da Quinta da Taberna, que pertencendo ao universo local dos produtores de arte, durou demasiado tempo e quebrou muito o ritmo que vinha de trás, e a máquina Humana que, invocando o "Tempos Modernos" e associado ao grande marco de industrialização de Guarda, foi algo insípido. Embora estes comentários não abarquem exaustivamente todos os aspectos do espectáculo, aborda os que me marcaram mais. A título de conclusão, que fique claro que foram quase 2 horas e meia muitíssimo bem passadas e que recomendaria a qualquer pessoa que fosse assistir, não fora o facto de apenas poder ter assistido à última sessão.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Síntese

Ouço muita gente a dizer que por cá não acontece nada; que as coisas estão paradas; que mais isto e aquilo. Às vezes até pode dar essa ideia. Mas, dependendo dos nossos interesses, as coisas até vão acontecendo. E quem tenta organizar eventos por cá, queixa-se sempre das barreiras iniciais que tem a vencer, nomeadamente a falta de público.
Ou seja, por um lado, não acontece nada; por outro, quando acontece, ninguém aparece. Desencontros...
Na próxima sexta-feira decorrerá o último concerto do Ciclo de Música Contemporânea Síntese, no TMG. Síntese, além do nome do Ciclo, que é já o segundo, é também o nome de uma formação musical dedicada à música de câmara e contemporânea. É composta, senão exclusivamente, pelo menos essencialmente, por gente que trabalha cá e que também sente a Guarda e é influenciado por ela. São professores no Conservatório de Música de São José, guardenses de diversas nacionalidades, músicos de alma e coração. E por todos estes motivos, vale concerteza a pena ir ver e passar 60 minutos em tão boa companhia. Além de se dar apoio a uma iniciativa local que muito prestigia uma pequena cidade como a nossa.
Eu quero ir!