
No Jornal "O Interior" da semana passada li uma notícia que me deixou surpreendido e ao mesmo tempo com uma dúvida.
A notícia dava conta de alguns técnicos de Diagnóstico do Hospital que fizeram greve, porque, ao que dizem, "são os únicos técnicos superiores da função pública que não são pagos como tal"... (cito de memória).
Começo por dizer que acho muito bem que as pessoas lutem pelos seus direitos e o façam de uma forma aberta e frontal. Mas, no caso vertente, trata-se de técnicos que entretanto concluíram estudos superiores, com a obtenção do respectivo grau académico, pelo que querem equivalência em termos de remuneração com os chamados "técnicos superiores". Assim mesmo.
Não querem candidatar-se a técnicos superiores. Não querem mudar de carreira. Querem apenas que administrativamente sejam reclassificados para passarem a ganhar mais.
Como já aqui tive oportunidade de escrever, este tipo de reinvindicação faz-me alguma confusão.
E isso leva-me à tal dúvida que referi no início: será que quando a rapariga que vem cá a casa passar a roupa a ferro concluir o seu curso superior, que eu acho muitíssimo bem que ela faça, terei de a reclassificar para "técnico superior", com a consequente actualização de salário? E o mais grave: quem passará nessa altura a roupa...?
A notícia dava conta de alguns técnicos de Diagnóstico do Hospital que fizeram greve, porque, ao que dizem, "são os únicos técnicos superiores da função pública que não são pagos como tal"... (cito de memória).
Começo por dizer que acho muito bem que as pessoas lutem pelos seus direitos e o façam de uma forma aberta e frontal. Mas, no caso vertente, trata-se de técnicos que entretanto concluíram estudos superiores, com a obtenção do respectivo grau académico, pelo que querem equivalência em termos de remuneração com os chamados "técnicos superiores". Assim mesmo.
Não querem candidatar-se a técnicos superiores. Não querem mudar de carreira. Querem apenas que administrativamente sejam reclassificados para passarem a ganhar mais.
Como já aqui tive oportunidade de escrever, este tipo de reinvindicação faz-me alguma confusão.
E isso leva-me à tal dúvida que referi no início: será que quando a rapariga que vem cá a casa passar a roupa a ferro concluir o seu curso superior, que eu acho muitíssimo bem que ela faça, terei de a reclassificar para "técnico superior", com a consequente actualização de salário? E o mais grave: quem passará nessa altura a roupa...?




