sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Audio-Guias


Bem nos podem explicar os nossos governantes - nacionais ou locais- que as medidas por vezes levam mais tempo a implementar do que eles gostariam. Mas será possível que uma medida relativamente simples como a disponibilização de audio-guias a turistas, anunciada antes do Verão de 2007 pela Câmara Municipal, com equipamento inaugurado no dia da cidade também de 2007, não esteja ainda totalmente implementada, apesar de ter decorrido mais de um ano e meio desde que foi anunciada?

Os turistas lá vão "deambulando" como podem, os equipamentos - que não hão-de ter sido tão baratos como isso - lá devem estar arrumados e a apanhar pó, e nós a vê-los passar... e seguir.

Como diz o outro: "há coisas fantásticas, não há?"

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Suspensão

Suspender: suster no ar, pendurar, interromper temporariamente, impedir de fazer, proibir durante certo tempo, fazer cessar, reter, conter, demorar, retardar, adiar (Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora).
Na luta que opõe Professores e Estado - não vamos ficar em meias-tintas e dizer que isto é só com a Ministra, porque se fosse ela já teria sido substituída - a razão não está definitivamente de um único lado: como quase sempre em sociedade, ambos os contendores terão as suas razões.
Mas há algo que tem sido repetidamente noticiado e referido pelos professores que se presta a muitos equívocos: não se percebe exactamente se as escolas (ou os professores, que não são uma e a mesma coisa) vão solicitar a suspensão da avaliação ou vão pura e simplesmente suspendê-la. E já agora, também gostava que me explicassem exactamente o que entendem por "Suspensão": "interromper temporariamente" ou "fazer cessar"? É que isto é muito importante para que todos possamos perceber do que estamos a falar. A menos que a manutenção da confusão aproveite a alguma das partes, para arregimentar apoios...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Empreendedorismo

Hoje ouvi na Rádio Altitude um comentário a um estudo de uma professora da Faculdade de Economia da Universidade do Porto sobre empreendedores no ensino superior. Se bem percebi, tratou-se de estudar a predisposição dos alunos de diversas Instituições de Ensino Superior para, acabados os estudos, virem a criar o seu próprio negócio; estudou-se ainda a proporção de estudantes que criaram já, ainda na fase de estudos, um negócio.
As conclusões do Estudo revelam que, em média, 35% dos alunos do Ensino Superior desejam vir a criar o seu próprio negócio. Mas revela mais: centrando-nos nas 2 Instituições de Ensino Superior mais relevantes nesta região, percebemos que os estudantes do IPG estão claramente acima da média nacional nesta predisposição, por contraponto com a UBI, cujos alunos andam bem abaixo da média.
Isto são muito boas notícias para a Guarda: numa cidade que por vezes vemos asfixiada em termos de oportunidades de emprego, poder contar com empreendedores, que além de o serem são jovens qualificados indicia um bom futuro. Podem achar que estou a ser optimista, mas francamente não sou daqueles que acham que na Guarda está tudo perdido porque não há Indústria e o comércio e os serviços não criam riqueza. Não tenho qualquer evidência que suporte este preconceito, ainda mais nos tempos actuais, com a crescente desmaterialização de bens e serviços a que assistimos por obra e graça das tecnologias da informação e comunicação. Mais uma vez temos a prova que, mesmo não contando com apoios externos que há muito deveriam existir - onde está a há muito prometida Incubadora de Empresas? - há na Guarda gente com capacidade de inovar, de ousar fazer diferente, e isto é muito bom!
Há que reconhecer o mérito destes Jovens e darmos-lhe as condições possíveis para eles "voarem" por aqui perto. Muitas vezes, não esqueçamos, para ajudar basta não empatarmos...
Também devo dizer que sempre achei que, de há 3 ou 4 anos a esta parte, de repente passou a dar-se muita importância aos empreendedores, na óptica de criadores de um negócio, em detrimento dos outros (bons) profissionais de que o País beneficia. O tempo veio a encarregar-se de corrigir esta tendência, sendo já vulgar ouvirmos falar de "empreendedorismo por conta de outrém", ou seja, profissionais que trabalhando por conta de outrém, todos os dias se esforçam por fazer melhor, por desenvolver a organização onde trabalham, por ganhar o direito ao espaço que lá ocupam. É a prova que a excelência surge quando se alia capacidade técnica à imaginação.
O futuro da Guarda está certamente nas mãos de empreendedores, qualquer que seja a forma que assumem; não está certamente nas mãos daqueles que se limitam a verberar pelo cafés, desancando em tudo quando se faz...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Protestos

Hoje de manhã, ouvi na rádio que se verificaram mais protestos relativamente a obras que estão a decorrer no Bairro das Lameirinhas. Que se vêm juntar aos protestos que houve quando a Av. dos Bombeiros passou a ter apenas um sentido (situação entretanto corrigida). Já antes tendo também havido protestos relativamente à requalificação que se fez no largo do Prolar.
Isto anda mau, dirão alguns...
Eu tenho precisamente a opinião contrária, por 2 motivos:
- porque significa que se estão a fazer mudanças, que não está tudo tão parado como às vezes temos a sensação de estar;
- porque os cidadãos da Guarda cada vez mais intervêm e exercem os seus direitos de cidadãos a participar nas decisões que afectam a sua cidade e, portanto, as suas vidas, não sendo tão "amorfos" como alguns querem fazer crer.
Vamos ver que protestos se seguem; eu espero que continuem...

Crónica Diária - Rádio Altitude

Há algumas semanas atrás, a Rádio Altitude teve a gentileza de me convidar a contribuir para o seu espaço "Crónica Diária". É um espaço de opinião, que está no ar diariamente após o jornal das 9:00, com reposição após o jornal das 17:00. Primeira reacção: "Oh Rui, tu nunca sequer entraste num estúdio de rádio, quanto mais falar aos microfones... Não irás afastar os ouvintes aos senhores?".
Mas confesso que após este choque inicial, não fiquei indiferente à ideia da minha intervenção cívica - da qual este blogue é apenas um exemplo - poder ter maior projecção. E resolvi aceitar. Por isso fica o texto que serviu de suporte à primeira destas crónicas:

"Sabe-se quando adquirimos um equipamento novo, que além do custo da aquisição temos inevitavelmente de considerar o da manutenção, por forma a assegurar que vamos usufruir desse equipamento durante o máximo tempo possível e nas melhores condições. É assim nomeadamente com as nossas casas e carros, para citar 2 exemplos bem conhecidos. Todavia, é certo que nalguns casos a fúria de "ter" cega-nos ao ponto de nos fazer esquecer a tal manutenção...
Vem isto a propósito do que se passa actualmente no Parque Industrial. Não no novo, que será integrado numa Plataforma Logística e cujo arranque tem sido sucessivamente adiado, mas no actual. Que ainda serve e servirá nos próximos anos muitas empresas. Diz o povo que "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita" e no caso do Parque Industrial é bem verdade. Depois de todas as atribulações por que passou durante a construção e início de actividade, ainda hoje o que se lá passa só merece um adjectivo: Vergonha!
Para os empresários, porque na Beira gostamos de receber bem e naquele Parque Industrial um empresário não tem condições de receber condignamente um convidado. E para muitos empresários vindos de fora, aquele espaço é o primeiro contacto que têm com a Guarda. Edificante...
Para a Autarquia, porque é responsável pela manutenção dos espaços públicos na cidade e aquele tem-o completamente abandonado: não limpa os passeios, não obriga os proprietários de lotes devolutos a limpar o mato e a vedar convenientemente os terrenos, o pavimento é uma autêntica manta de retalhos, o trânsito e o estacionamento são completamente desordenados, para citar os casos mais flagrantes. Chegados ao Parque Industrial, ficamos com a ideia de ter entrado num cenário terceiro-mundista.
Por último, para as autoridades policiais porque, nomeadamente no estacionamento , existe uma total ausência de regras: estaciona-se à direita, à esquerda, nos passeios, nos cruzamentos, etc., como se de "terra sem lei" se tratasse... Dizem-m
e que está em preparação uma candidatura ao QREN para requalificar o espaço. Pergunto-me se será mais um caso em que se faz a obra atendendo aos apoios disponíveis, independentemente daquilo que verdadeiramente faz falta para resolver os problemas daquele espaço… Pergunto-me se será necessário esperar por uma candidatura ao QREN para definir de que lado das ruas se pode estacionar, evitando que os camiões tenham de fazer verdadeiras gincanas no meio dos carros? Ou para elaborar um plano de circulação, com vias de sentido único, que permita uma circulação fluída ao mesmo tempo que se ordena o estacionamento? Ou mesmo para fazer cumprir os regulamentos já existentes que impedem que se utilize o passeio defronte dos lotes como prolongamento dos armazéns? Ou se use a estrada como parque de contentores?
O Parque Industrial é hoje uma ferida na paisagem da Guarda. Dá uma imagem negativa da capacidade empresarial da cidade, que nos prejudica a todos, e que não tem correspondência na capacidade da maior parte das empresas lá instaladas. Não podemos apenas olhar para o futuro Parque Industrial e esquecer que o actual existe e tem problemas graves por resolver. É urgente a sua manutenção.Com firmeza e vontade de requalificar, podem desde já ser dados os primeiros passos para devolver alguma dignidade ao Parque Industrial. Todos teremos a ganhar com isso…"


A crónica pode ainda ser ouvida aqui.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Síntese

Ouço muita gente a dizer que por cá não acontece nada; que as coisas estão paradas; que mais isto e aquilo. Às vezes até pode dar essa ideia. Mas, dependendo dos nossos interesses, as coisas até vão acontecendo. E quem tenta organizar eventos por cá, queixa-se sempre das barreiras iniciais que tem a vencer, nomeadamente a falta de público.
Ou seja, por um lado, não acontece nada; por outro, quando acontece, ninguém aparece. Desencontros...
Na próxima sexta-feira decorrerá o último concerto do Ciclo de Música Contemporânea Síntese, no TMG. Síntese, além do nome do Ciclo, que é já o segundo, é também o nome de uma formação musical dedicada à música de câmara e contemporânea. É composta, senão exclusivamente, pelo menos essencialmente, por gente que trabalha cá e que também sente a Guarda e é influenciado por ela. São professores no Conservatório de Música de São José, guardenses de diversas nacionalidades, músicos de alma e coração. E por todos estes motivos, vale concerteza a pena ir ver e passar 60 minutos em tão boa companhia. Além de se dar apoio a uma iniciativa local que muito prestigia uma pequena cidade como a nossa.
Eu quero ir!

É proibido estacionar... Parte II



Há algum tempo atrás deixei um post sobre locais onde é proibido estacionar, sem que por vezes nos demos conta. Referia aí uma técnica (inovadora?) para confirmar que nesses locais é realmente proibido estacionar. Aqui fica mais um local: a Av. dos Bombeiros (frente ao Vivacci). Através da foto e com recurso à técnica que desenvolvi é ainda possível confirmar tal proibição.